Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade

São pessoas que prestam atenção em tudo e em consequência disto não conseguem se concentrar em nada. Esses indivíduos estão à mercê dos estímulos ambientais e por assim dizer, são como que forçados a tomar consciência de tudo ao mesmo tempo.

Como acontece também em várias outras condições neuropsicológicas, o sexo masculino é o mais afetado, na proporção de três meninos para cada menina.

Não se conhece a causa básica do TDA e do TDA/HIPERATIVIDADE, mas admite-se que haja um importante componente genético, uma vez que é habitual que indivíduos identificados como portadores destas condições tenham parentes próximos igualmente afetados, porém existem fatores que podem propiciar ou aumentar a intensidade do TDA/H, como o fumo, o álcool, alguns medicamentos ingeridos durante a gestação; e ainda traumas importantes no bebê (quedas) após o nascimento.

Uma das características dos quadros do TDA e do TDA/H é a dificuldade demonstrada pelo indivíduo em se concentrar em uma determinada tarefa, por um período de tempo considerável normal para a sua idade e estado de desenvolvimento, além da presença no controle dos impulsos, distúrbios do sono são relativamente frequentes.


Atividades que exigem atenção concentrada não agradam estas crianças, de tal modo que procurarão outros tipos de atividades. As atividades físicas são as mais procuradas. As crianças habitualmente ficam mais excitadas e agitadas, uma vez que, frente a tantos estímulos, o seu sistema nervoso central responde com mais atividades ainda.

Enquanto no passado considerávamos como defeito principal a dispersão, atualmente há uma tendência em se considerar a impulsividade como o problema central presente nestes pacientes. A impulsividade presente nestes indivíduos faz com que eles se comportem de forma muito inadequada.

Com o passar dos anos, há uma tendência para os sintomas e sinais do TDA e do TDA/H diminuírem; mas, alguns traços característicos poderão permanecer por toda a vida.

Os sinais e sintomas presentes nestes pacientes são idênticos aos comportamentos observados em indivíduos normais em certas idades e situações. As diferenças parecem ser somente quantitativas, e aí reside mais uma dificuldade, qual seja a falta de instrumentos diagnósticos específicos para permitir distinguir os indivíduos “normais” dos portadores de TDA/H e do TDA.

Crianças que podem comportar-se de modo a ser interpretada como sendo hiperativa:

  • Crianças portadoras de prejuízos sensoriais podem parecer exageradamente agitadas e dispersivas, e nem sempre é fácil à identificação de problemas auditivos e/ou visuais;
  • Crianças colocadas em uma situação pedagógica desfavorável, como por exemplo em uma escola que utiliza um tipo de pedagogia inadequada, poderá reagir tornando-se inquieta e dispersiva;
  • Criança que foi educada de forma a não obedecer a limites;
  • Crianças cujo tempo e ritmo de maturação não está sendo identificado e respeitado;
  • Crianças que tomam algum tipo de medicamento com ação no sistema nervoso central.


Apresentar TDAH não implica numa vida limitada. Pelo contrário, quando ela canaliza essa energia, torna-se algo positivo. Mas isso vai depender de como o indivíduo, sua família e a escola lidaram com o problema.

 
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