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Ocean Heaven - Novo filme de Jet Li sobre Autismo e Paternidade

Jet Li, o ator chinês de filmes de artes marciais como Romeu tem que morrer, Cão de Briga ou Rogue - o assassino, partiu para uma nova frente de ação: estréia mundialmente seu filme Ocean Heaven, onde ele representa o papel do pai de um rapaz autista.

O personagem de Li trabalha em um aquário oceanográfico chamado Ocean Heaven, daí o nome do filme. Com uma doença terminal, precisa encontrar alguém quem deixar o filho após sua morte.

O ator, cerca de 9 quilos mais magro devido a distúrbios na tiróide, visitou o Parque Oceânico de Hong Kong acompanhado de um pequeno grupo de adultos autistas e declarou: "Este é um filme sobre sinceridade. Mostra que os cineastas estão buscando fazer algo pela sociedade." E acrescentou: "Espero que todos possam ver qual a mais importante relação na vida - a relação entre pais e filhos".

Mais informações: http://cronicaautista.blogspot.com/2010/06/jetli.html

 
Tratamento de infertilidade pode causar autismo

Estudos identificaram maior incidência de autismo em mulheres que fizeram tratamentos para engravidar ou fertilização in vitro

Um estudo apresentado na Reunião Internacional de Pesquisas sobre o Autismo na Filadélfia, Estados Unidos, conduzido por um grupo da Escola de Saúde Pública de Harvard, mostrou que o autismo é duas vezes mais comum em crianças cujas mães foram tratadas com remédios que induzem a ovulação do que em mães que não sofrem de infertilidade. Além disso, os estudos mostraram que, quanto mais tempo a mulher fica exposta o tratamento para infertilidade, maiores as chances de que seu filho tenha autismo.
Um segundo estudo apresentado na conferência por um grupo de Israel achou uma associação entre o risco de autismo e a fertilização in vitro, que também envolve o uso de remédios que estimulam a ovulação. No entanto, esses resultados trazem mais perguntas do que respostas.

O estudo de Harvard envolveu dados de quase 4 mil mulheres. Delas, 111 afirmaram ter um filho com autismo. No entanto, os dados foram baseados em questionários preenchidos pelas próprias mulheres, em vez de registros clínicos, então não havia como confirmar o tempo de tratamento para infertilidade ou o diagnóstico de autismo. Os pesquisadores nem tinham acesso às informações se a criança havia nascido prematuramente, ou se eram gêmeos ou trigêmeos, ou se nasceram com baixo peso, fatores comuns entre mulheres que fazem tratamento. "O autismo está ligado à prematuridade e não ao tratamento", diz o ginecologista obstetra especialista em reprodução humana Flávio Garcia de Oliveira, pai de Gabriel, Manoela, Pedro, Lucas e Fernanda.

O relatório israelense sobre a fertilização in vitro também é intrigante. O estudo avaliou 564 crianças com autismo que compareceram a um centro de autismo para uma avaliação profunda. Foi constatado que 10,2% das crianças eram resultado de fertilização in vitro, número muito mais alto do que a taxa da população de Israel, que é 3,5%. Mas ainda não é claro se o risco maior de autismo nesses casos pode ser resultado de fatores como a idade da mãe, o parto prematuro ou o nascimento de múltiplos.

Contradição

Há três anos, foi publicada uma pesquisa do departamento de epidemiologia do Instituto de Saúde Pública da Universidade de Aarhus, da Dinamarca, que dizia exatamente o contrário. A pesquisa chegou à conclusão que crianças nascidas por meio de reprodução assistida tem menos chances de desenvolver autismo. As causas não ficaram claras, mas pode haver uma relação com a saúde da mãe antes e durante a gestação.

fonte: http://www.revistapaisefilhos.com.br/index2.php?action=saude-gravidez&id=396

 

 
Biólogo vê origem do autismo em célula

RAFAEL GARCIA
enviado especial da Folha de S.Paulo a San Diego

Um experimento com cultura de células está mostrando como alterações genéticas em neurônios podem levar alguém a adquirir autismo.

Um grupo da UCSD (Universidade da Califórnia em San Diego) extraiu tecido da pele de crianças portadoras desse transtorno e conseguiu convertê-lo em neurônios, para simular o desenvolvimento embrionário do cérebro. Ao compará-las com outras feitas a partir de crianças normais, os biólogos viram que algo estava errado.

Como o autismo é uma doença que se nota tarde no desenvolvimento de um bebê, em geral a partir de um ano, poucos cientistas esperariam ver problemas em neurônios de estágios iniciais. Mas o biólogo brasileiro Alysson Muotri acaba de testemunhar isso na UCSD, onde, aos 36 anos, dirige um laboratório de ponta em sua área de pesquisa.

"Começamos a perceber que o tamanho do neurônio perto do núcleo é menor, e também que a ramificação de terminais que existe em neurônios normais não existe no caso dos autistas", disse o cientista à Folha. "É uma coisa morfológica."

Como nem sempre o autismo tem uma relação clara com histórico familiar, os cientistas têm tido dificuldade para achar genes determinando propensão forte à doença. Muitos casos são "esporádicos" e não está claro ainda quais trechos do DNA são realmente importantes na geração da moléstia.

Mesmo não dispondo dessa informação, porém, o grupo de Muotri conseguiu demonstrar o forte lado genético da doença.

Células reprogramadas

Em seu laboratório, Muotri trabalha com as chamadas iPS -as células-tronco de pluripotência induzida-, uma invenção recente na biologia experimental. Diante da dificuldades técnicas e éticas de trabalhar com células de embriões humanos, cientistas criaram uma maneira artificial de reverter células adultas ao estágio embrionário.

É isso que Muotri faz com material extraído da pele de pessoas ou cobaias antes de transformá-lo em neurônios.

O paulistano trabalhou inicialmente com células derivadas de crianças com síndrome de Rett. A doença tem vários sintomas, sendo o autismo um deles. Esse transtorno foi escolhido porque tem uma causa genética já conhecida, uma mutação no gene MECP2. Depois, estendeu a pesquisa a outras síndromes de caráter autista e, por fim, usou células de crianças com autismo "esporádico", sem origem genética clara.

Todas pareciam ter o mesmo problema morfológico. "Isso significa que o autismo começa a se desenvolver já no embrião", diz Muotri, que à vezes encontra dificuldades em convencer outros cientistas de sua descoberta. "Já me perguntaram: "Como você pode afirmar que uma doença é genética se você não conhece o gene?"."

Genes saltadores

 Uma mutação que afete o sistema nervoso, porém, não necessariamente afeta o aparelho reprodutor de um indivíduo, diz Muotri, por isso a doença pode ter origem no DNA sem ser estritamente hereditária. E o cérebro, nos humanos, está particularmente sujeito à ação dos chamados transpósons --genes que "saltam" de uma célula a outra, criando diversidade genética entre neurônios.

Como a ação dos transpósons é influenciada pelo ambiente, há um indício a mais de que ela pode ter relação com o autismo, também ligado a fatores ambientais e de desenvolvimento.

Como esse campo de pesquisa, além de levantar controvérsia, é ultraconcorrido, Muotri diz que tem procurado replicar seus experimentos o máximo que pode para dar credibilidade aos resultados. Por isso, nenhum estudo sobre as células iPS com DNA de crianças autistas foi publicado ainda em um periódico científico auditado.

Agora, além de produzir células em cultura para observação, o laboratório do cientista está produzindo "circuitos neurais". Emendando células em série, Muotri e seus colegas tentam verificar como neurônios derivados de crianças autistas se comportam quando estão interligados em rede.

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u703458.shtml

 

 

 
Cientistas tentam desenvolver pílula contra o autismo

RIO - Pesquisadores do Instituto da Mente, da Universadade da Califórnia, entre outros cientistas, estão tentando desenvolver uma pílula para alivia sintomas de uma doença genética chamada síndrome do cromossomo X frágil, a causa herdada mais comum de atraso mental e uma das formas conhecidas de autismo.

Só no Estados Unidos, estima-se que cem mil americanos sofrem dessa síndrome, e as indústrias farmacêuticas investem na pesquisa do novo medicamento.

- Estamos entrando em uma nova era, a de reverter a deficiência intelectual - afirma o cientista Randi Hagerman, diretor do instituto da mente.

A síndrome do X frágil, mais comum em homens que em mulheres, pode causar desde dificuldade de aprendizado a um problema cognitivo mais grave, além de dificuldades emocionais e de comportamento. O defeito genético interrompe uma das bases da aprendizagem: a forma com as células respondem a experiências formando conexões entre elas, as chamadas sinapses.

Nas pessoas com a síndrome, a sinapse não está danificada, mas é muito imatura para funcionar corretamente.

- O processo de aprender nessas pessoas é muito difícil, mas não impossível, porque a sinapse não apresenta um defeito importante - disse o pesquisador Stephen Warren, especialista em genética na Universadade de Emory, que descobriu o gene alterado do X frágil.

Drogas experimentais, chamadas mGluR5 antagonistas, tentam fazer com que o cérebro se ajuste simplesmente bloqueando um receptor que tem papel importante nas sinapses debilitadas. O objetivo é reforçá-las para tornar o aprendizado mais fácil e o comportamento mais próximo ao normal. Esses estudos são preliminares e foram iniciados em adultos para descobrir possíveis efeitos secundários. Se esses fármacos funcionarem, qualquer ação será maior nos cérebros de crianças.

- Os cientistas estão seguindo de perto essas experiências porque apontam um caminho promissor para resolver também alguns tipos de autismo - disse a doutora Andrea Beckel-Mitchener, do Instituto Nacional de Saúde Mental. A organização, junto ao grupo Fraxa, que representa pacientes, ajudou a financiar a investigação.

Fonte:
http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2010/02/02/cientistas-tentam-desenvolver-pilula-contra-autismo-915763862.asp
 
Estudo descarta relação entre autismo e mercúrio no organismo

Médico comenta pesquisa em curso na Califórnia.
Mais de 400 crianças com 2 a 5 anos foram acompanhadas.

Pesquisadores norte-americanos estudam a possível relação entre a concentração de mercúrio no organismo e o diagnóstico de autismo em crianças de 2 a 5 anos de idade.
O autismo ainda é uma doença de difícil compreensão. As crianças apresentam dificuldade de relacionamento interpessoal, comportamentos repetitivos e interesses limitados.

Não existe diferença entre os níveis de mercúrio no organismo das crianças autistas quando comparadas com as crianças normais


A doença tem várias formas de manifestação, desde a mais completa até outras gradações. Uma delas é a síndrome de Asperger, em que as dificuldades podem se apresentar parcialmente ou de forma muito leve.
Os fatores de risco conhecidos até hoje são: crianças do sexo masculino predominam entre os autistas, filhos de pai ou mãe mais velhos e uma série de alterações em vários genes.
O papel do fator genético está sendo mais conhecido a partir dos estudos do genoma humano e os cientistas avaliam a força da interação entre a genética e os fatores ambientais no aparecimento do autismo.

Fonte:
http://g1.globo.com

http://www.universoautista.com.br/autismo/modules/news/article.php?storyid=546

 
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