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Pediatras atuam na identificação precoce do autismo

Diagnóstico e intervenção precoces do autismo minimizam as deficiências decorrentes do autismo

Publicado em 31 de outubro de 2011 - site: www.vidamaislivre.com.br

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que a cada dez mil pessoas, cinco apresentam autismo. As estatísticas dos Estados Unidos, assumidas pelo Center for Disease Control (CDC), apontam para a incidência de uma pessoa autista para cada cento e dez. Considerando que o Brasil tem uma população de 190 milhões de habitantes, segundo o Censo de 2010, a estimativa é que se tenha 95 mil pessoas com autismo.

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Como fazer o desfralde de autistas?

Por Carolina Dutra Ramos, publicado em 19/10/2010

O atraso de desenvolvimento presente no autismo dificulta a aquisição de habilidades, diferentemente de pessoas com desenvolvimento típico, que a medida que crescem desenvolvem maior independência de modo gradual e progressivo. Com isto, é necessário que seja ensinado às pessoas com autismo tudo, até mesmo o que parece uma habilidade simples que ao longo da vida aprende-se de forma espontânea, para eles tem que ser ensinada.

Um problema levantado pelos pais de pessoas com autismo é a dificuldade em tirar a fralda dos filhos.

Inicialmente, o mais importante para começar o desfralde de alguma criança com autismo é ter em mente que será necessário paciência, persistência e confiança, porque para obtermos sucesso no desfralde, é indicado iniciar quanto mais cedo possível, em torno de dois anos e meio e três anos de idade. E ao tomar a decisão de iniciar o desfralde, a fralda não deverá mais ser colocada novamente na criança em nenhum momento seja para dormir, passear de carro, ficar na escola.

Como já foi explicado anteriormente crianças com autismo são diferentes de crianças com desenvolvimento típico, sendo assim sua mente fica confusa, sem saber quando pode fazer as necessidades na fralda ou não.

Pode ocorrer de algumas crianças segurarem suas necessidades até o momento em que é colocada a fralda, por fazerem associação de que xixi e cocô é só na fralda. Por isso é necessário que ela associe as suas necessidades agora ao vaso sanitário e não seja mais colocada a fralda.

É recomendado levar a criança ao banheiro com frequência, inicialmente com pequenos intervalos de tempo, deixando sempre a criança no vaso sanitário um tempo também inicialmente reduzido.

Começamos com os pequenos intervalos de tempo que devem ser aumentados conforme o desenvolvimento do ensino. Exemplo: iniciou-se o treinamento com um intervalo de dez em dez minutos, deixando a criança de 30 segundos a um minuto no vaso sanitário, foi observado que a criança está fazendo várias vezes as suas necessidades no vaso sanitário, com isso pode-se aumentar o intervalo de tempo de idas ao banheiro para 15 em 15 minutos e assim sucessivamente.

Sugere-se também registrar os horários em que ocorrem o xixi e o cocô para ser possível ter uma noção de seus horários e lhe dar uma idéia do tempo de intervalo que pode ser praticado com a criança.

O tempo que se permanece no banheiro tem que ser prazeroso, deve-se levar brinquedos, música, algo que seja bom e que a criança goste, para que a ida ao vaso sanitário seja positiva e reforçadora a ela.

Lembrando das palavrinhas chaves: paciência, persistência e confiança, deve-se durante a noite acordar para levar a criança ao banheiro também. Recomenda-se que não dê muito líquido a ela no período da noite. Se não for possível acordar a criança durante a noite, devido a um distúrbio de sono, que seja colocada a fralda com ela dormindo e retirada antes de acordar.

Quando fizerem qualquer necessidade no vaso sanitário, deve-se elogiar e reforçar com algo que a criança gosta. A questão do reforço é algo muito bom para obtermos resultados positivos, pois motiva as crianças. Os reforços podem ser: receber um brinquedo, ouvir a música que gosta, ver o DVD que gosta, ganhar uma guloseima (um pedaço de chocolate, bala, salgadinho), cantar para ele ou apenas um elogio social (Muito bem! Parabéns!) entre outras coisas que a criança goste.

Esses reforços também aos poucos vão sendo retirados, assim que a criança começa a associar suas necessidades fisiológicas ao banheiro e começa a obter o controle esfincteriano. A retirada também deve diminuir aos poucos, em alguns momentos damos, em outros não.

É importante ter sempre em mente que não tem um tempo certo para a criança aprender, cada uma tem seu tempo.

Para obter sucesso é fundamental que todos que estejam envolvidos com a criança ajam igualmente com ela. Se apenas quando ela estiver com os pais ficar sem fralda, mas quando for para a escola ou para a casa dos avôs ficar de fralda, o treinamento será muito sofrido para a criança e a possibilidade de dar certo será menor.

Quando a criança obteve o controle esfincteriano e aprendeu a usar o banheiro, o próximo passo a ser ensinado deve ser ensinar-se a limpar-se com menos apoio.

Como em qualquer ensino, o importante para que a criança obtenha maior nível de independência e autonomia é não fazer nada por eles, e sim com eles, ou seja, para ensiná-los a limpar-se é necessário dar apoio para a criança se limpar, apoiando fisicamente sua mão e retirar essa ajuda gradativamente, aos poucos.

É possível que algumas pessoas com autismo necessite sempre de um pequeno apoio, mas é necessário que não desista de ensiná-los para que possam alcançar pelo menos um pequeno nível de independência.

Durante o desfralde, deve-se ficar atento a alguns sinais que podem vir a prejudicar a criança, como segurar muito tempo a urina ou prisão de ventre. Inicialmente é normal ocorrer prisão de ventre, porém, caso ocorra com freqüência, causando mal estar à criança, é aconselhável procurar orientação médica, tanto para prisão de ventre, quanto para segurar muito tempo a urina – para que não ocorra uma infecção urinária.

Tudo isso é fundamental para dar a chance das crianças desenvolverem suas habilidades de forma mais autônoma e independente, para uma melhor qualidade de vida presente e futura.

 Saiba mais: http://revistaautismo.com.br/artigos/como-fazer-o-desfralde-de-autistas

 
Mapeamento genético oferece novas pistas sobre os humanos

por Julie Steenhuysen, publicada em 27/10/2010

Leia:

http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/10/27/mapeamento-genetico-oferece-novas-pistas-sobre-os-humanos-922889631.asp

 
Ressonância cerebral pode identificar autismo, diz estudo

Ressonância cerebral pode identificar autismo, diz estudo

Por Ben Hirschler

LONDRES (Reuters) - Uma ressonância magnética feita em 15 minutos no futuro poderá ser usada para o diagnóstico mais fácil e barato do autismo, disseram cientistas britânicos na terça-feira.

Eles afirmaram que o teste rápido teve índice de acerto superior a 90 por cento em adultos, e que não há razão para crer que não funcione tão bem quanto em crianças.

Atualmente, o diagnóstico é feito em entrevistas e observações comportamentais que podem ser demoradas e emocionalmente desgastantes.

O autismo é um distúrbio cerebral complexo, caracterizado por dificuldades na comunicação e na interação social, podendo provocar um comprometimento de brando a profundo.

O novo método, que examina alterações estruturais na matéria cinzenta cerebral, pode estar pronto para uso geral dentro de dois anos. O próximo passo é testá-lo em crianças.

Declan Murphy, professor de psiquiatria do King's College, de Londres, disse em entrevista que o novo método permitirá um tratamento mais imediato dos pacientes, especialmente em crianças. Em alguns casos, a terapia cognitivo-comportamental e tratamentos educacionais podem ser altamente eficazes contra o transtorno.

Murphy e seus colegas, que divulgaram a descoberta na publicação Journal of Neuroscience, estudaram 20 adultos saudáveis e 20 outros com diagnostico prévio de distúrbios do espectro do autismo, o que inclui também a síndrome de Asperger.

O índice de acerto foi considerado altamente significativo, mesmo em se tratando de uma amostra tão pequena.

O exame analisa variações na forma e na estrutura de regiões cerebrais ligadas à linguagem e ao comportamento social, usando máquinas comuns de ressonância magnética por imagens.

Como o exame é muito mais rápido, acaba custando cerca de 5 por cento do valor de exames tradicionais, que podem exigir quatro a oito horas do trabalho de vários médicos. Uma ressonância cerebral custa cerca de 150 dólares.

O autismo e os transtornos correlatos são diagnosticados em cerca de 1 por cento da população da Grã-Bretanha e Estados Unidos, e afeta igualmente meninos e meninas. Pesquisadores concordam que há um forte componente genético.

 
Um teste barato para o autismo?
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Com ajuda de Murilo Queiroz e Silvana Souza, da Comunidade Virtual Autismo no Brasil.

Pesquisadores britânicos afirmam ter encontrado um marcador bioquímico na urina de crianças autistas que permitiria o diagnóstico precoce. Isso aconteceria porque essas crianças teriam um determinado tipo de bactéria em seu trato intestinal. Estas bactérias produziriam substâncias que seriam facilmente identificáveis através de uma smiples e barato exame de urina, a partir dos seis meses de idade.

O pesquisador chefe do estudo Urinary Metabolic Phenotyping Differentiates Children with Autism from Their Unaffected Siblings and Age-Matched Controls, Dr. Jeremy Nicholson, do Imperial College London, afirma que "crianças com autismo têm micróbios pouco usuais nos intestinos que nós podemos testar antes que os sintomas da doença venham à tona."

Análisec estatística multivariada indicou que os padrões urinários dos aminoácidos livres glutamato e taurina eram significantemente diferentes entre os três grupos: as crianças autistas mostraram altos níveis de taurina e baixos níveis de glutamato, indicativos de perturbações no metabolismo de aminiácidos e enxofre nessas crianças.

O estudo usou um espectroscópio de ressonância magnética nuclear para fazer as análises químicas de amostras extraídas de 39 crianças diagnosticadas como autistas, 28 irmãos não-autistas e 34 crianças sem histórico de autismo na família, observando que cada um dos grupos tem marcadores químicos específicos. Agora, pretendem estender seus estudos a um grupo maior, durante os próximos dois anos. Acreditam que, daqui a cinco anos, os testes estarão disponíveis a um custo de cerca de 5 libras esterlinas, o que dá cerca de R$ 13,00 (treze reais).

 
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