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Curso "Autismo Infantil e Inclusão Escolar"

 
Ressonância cerebral pode identificar autismo, diz estudo

Ressonância cerebral pode identificar autismo, diz estudo

Por Ben Hirschler

LONDRES (Reuters) - Uma ressonância magnética feita em 15 minutos no futuro poderá ser usada para o diagnóstico mais fácil e barato do autismo, disseram cientistas britânicos na terça-feira.

Eles afirmaram que o teste rápido teve índice de acerto superior a 90 por cento em adultos, e que não há razão para crer que não funcione tão bem quanto em crianças.

Atualmente, o diagnóstico é feito em entrevistas e observações comportamentais que podem ser demoradas e emocionalmente desgastantes.

O autismo é um distúrbio cerebral complexo, caracterizado por dificuldades na comunicação e na interação social, podendo provocar um comprometimento de brando a profundo.

O novo método, que examina alterações estruturais na matéria cinzenta cerebral, pode estar pronto para uso geral dentro de dois anos. O próximo passo é testá-lo em crianças.

Declan Murphy, professor de psiquiatria do King's College, de Londres, disse em entrevista que o novo método permitirá um tratamento mais imediato dos pacientes, especialmente em crianças. Em alguns casos, a terapia cognitivo-comportamental e tratamentos educacionais podem ser altamente eficazes contra o transtorno.

Murphy e seus colegas, que divulgaram a descoberta na publicação Journal of Neuroscience, estudaram 20 adultos saudáveis e 20 outros com diagnostico prévio de distúrbios do espectro do autismo, o que inclui também a síndrome de Asperger.

O índice de acerto foi considerado altamente significativo, mesmo em se tratando de uma amostra tão pequena.

O exame analisa variações na forma e na estrutura de regiões cerebrais ligadas à linguagem e ao comportamento social, usando máquinas comuns de ressonância magnética por imagens.

Como o exame é muito mais rápido, acaba custando cerca de 5 por cento do valor de exames tradicionais, que podem exigir quatro a oito horas do trabalho de vários médicos. Uma ressonância cerebral custa cerca de 150 dólares.

O autismo e os transtornos correlatos são diagnosticados em cerca de 1 por cento da população da Grã-Bretanha e Estados Unidos, e afeta igualmente meninos e meninas. Pesquisadores concordam que há um forte componente genético.

 
Um teste barato para o autismo?
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Com ajuda de Murilo Queiroz e Silvana Souza, da Comunidade Virtual Autismo no Brasil.

Pesquisadores britânicos afirmam ter encontrado um marcador bioquímico na urina de crianças autistas que permitiria o diagnóstico precoce. Isso aconteceria porque essas crianças teriam um determinado tipo de bactéria em seu trato intestinal. Estas bactérias produziriam substâncias que seriam facilmente identificáveis através de uma smiples e barato exame de urina, a partir dos seis meses de idade.

O pesquisador chefe do estudo Urinary Metabolic Phenotyping Differentiates Children with Autism from Their Unaffected Siblings and Age-Matched Controls, Dr. Jeremy Nicholson, do Imperial College London, afirma que "crianças com autismo têm micróbios pouco usuais nos intestinos que nós podemos testar antes que os sintomas da doença venham à tona."

Análisec estatística multivariada indicou que os padrões urinários dos aminoácidos livres glutamato e taurina eram significantemente diferentes entre os três grupos: as crianças autistas mostraram altos níveis de taurina e baixos níveis de glutamato, indicativos de perturbações no metabolismo de aminiácidos e enxofre nessas crianças.

O estudo usou um espectroscópio de ressonância magnética nuclear para fazer as análises químicas de amostras extraídas de 39 crianças diagnosticadas como autistas, 28 irmãos não-autistas e 34 crianças sem histórico de autismo na família, observando que cada um dos grupos tem marcadores químicos específicos. Agora, pretendem estender seus estudos a um grupo maior, durante os próximos dois anos. Acreditam que, daqui a cinco anos, os testes estarão disponíveis a um custo de cerca de 5 libras esterlinas, o que dá cerca de R$ 13,00 (treze reais).

 
Ocean Heaven - Novo filme de Jet Li sobre Autismo e Paternidade

Jet Li, o ator chinês de filmes de artes marciais como Romeu tem que morrer, Cão de Briga ou Rogue - o assassino, partiu para uma nova frente de ação: estréia mundialmente seu filme Ocean Heaven, onde ele representa o papel do pai de um rapaz autista.

O personagem de Li trabalha em um aquário oceanográfico chamado Ocean Heaven, daí o nome do filme. Com uma doença terminal, precisa encontrar alguém quem deixar o filho após sua morte.

O ator, cerca de 9 quilos mais magro devido a distúrbios na tiróide, visitou o Parque Oceânico de Hong Kong acompanhado de um pequeno grupo de adultos autistas e declarou: "Este é um filme sobre sinceridade. Mostra que os cineastas estão buscando fazer algo pela sociedade." E acrescentou: "Espero que todos possam ver qual a mais importante relação na vida - a relação entre pais e filhos".

Mais informações: http://cronicaautista.blogspot.com/2010/06/jetli.html

 
Tratamento de infertilidade pode causar autismo

Estudos identificaram maior incidência de autismo em mulheres que fizeram tratamentos para engravidar ou fertilização in vitro

Um estudo apresentado na Reunião Internacional de Pesquisas sobre o Autismo na Filadélfia, Estados Unidos, conduzido por um grupo da Escola de Saúde Pública de Harvard, mostrou que o autismo é duas vezes mais comum em crianças cujas mães foram tratadas com remédios que induzem a ovulação do que em mães que não sofrem de infertilidade. Além disso, os estudos mostraram que, quanto mais tempo a mulher fica exposta o tratamento para infertilidade, maiores as chances de que seu filho tenha autismo.
Um segundo estudo apresentado na conferência por um grupo de Israel achou uma associação entre o risco de autismo e a fertilização in vitro, que também envolve o uso de remédios que estimulam a ovulação. No entanto, esses resultados trazem mais perguntas do que respostas.

O estudo de Harvard envolveu dados de quase 4 mil mulheres. Delas, 111 afirmaram ter um filho com autismo. No entanto, os dados foram baseados em questionários preenchidos pelas próprias mulheres, em vez de registros clínicos, então não havia como confirmar o tempo de tratamento para infertilidade ou o diagnóstico de autismo. Os pesquisadores nem tinham acesso às informações se a criança havia nascido prematuramente, ou se eram gêmeos ou trigêmeos, ou se nasceram com baixo peso, fatores comuns entre mulheres que fazem tratamento. "O autismo está ligado à prematuridade e não ao tratamento", diz o ginecologista obstetra especialista em reprodução humana Flávio Garcia de Oliveira, pai de Gabriel, Manoela, Pedro, Lucas e Fernanda.

O relatório israelense sobre a fertilização in vitro também é intrigante. O estudo avaliou 564 crianças com autismo que compareceram a um centro de autismo para uma avaliação profunda. Foi constatado que 10,2% das crianças eram resultado de fertilização in vitro, número muito mais alto do que a taxa da população de Israel, que é 3,5%. Mas ainda não é claro se o risco maior de autismo nesses casos pode ser resultado de fatores como a idade da mãe, o parto prematuro ou o nascimento de múltiplos.

Contradição

Há três anos, foi publicada uma pesquisa do departamento de epidemiologia do Instituto de Saúde Pública da Universidade de Aarhus, da Dinamarca, que dizia exatamente o contrário. A pesquisa chegou à conclusão que crianças nascidas por meio de reprodução assistida tem menos chances de desenvolver autismo. As causas não ficaram claras, mas pode haver uma relação com a saúde da mãe antes e durante a gestação.

fonte: http://www.revistapaisefilhos.com.br/index2.php?action=saude-gravidez&id=396

 

 
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